sábado, 29 de agosto de 2015

Prestando atenção ao foco afetivo 3

Uma das imagens mais comoventes e completas que o ser humano pode ver e ao mesmo tempo relembrar, é a de uma criança no colo da sua mãe, mamando. 

Um contemplando e amando o outro. 

Um dando colo e o outro recebendo colo. 

Enquanto a criança suga os mamilos da mãe e olha para ela, a mãe, alimentando a criança com o leite, e através dos seus olhos, e de todo o seu ser, transfere ternura, carinho e amor, complementando a alimentação.

Esta atitude é a única necessária nos primeiros meses e anos de vida. 

A mãe dá leite e amor. 

A criança recebe leite e amor. E meus irmãos e minhas irmãs partilhavam comigo deste paraíso.

E, parece, isto basta para o resto da vida. 

Cargas afetivas. 

As baterias sendo carregadas para longos anos de vida.

As palavras não são necessárias. 

Nem sabemos falar ainda, mas já permutávamos energias poderosas nascidas do intercâmbio do amor maternal e filial.

Mamífero, como animal, como gente.

Se eu deixar de ser mamífero, deixarei de ser humano.

Com o passar dos anos, fomos desmamando. 

As baterias foram enfraquecendo-se. 

Crescendo, fomos entrando num caminho que nos levou a um processo de fragilidade. 

Os desequilibrios foram aparecendo. 

Doenças instalando-se. 

O ego e o egoísmo, por falta do amor original, foram impondo-se como erva daninha na horta preparada para dar bons e saudáveis frutos.

Entrando para a escola da vida, longe do colo materno, longe das fontes originais do amor afetivo, tivemos que sentar-nos nas cadeiras das escolas públicas e aprender a ser aluno e desenvolver as faculdades intelectuais.

Até parece que o que fui aprendendo nas escolas foi desensinando-me a ser o que tinha assimilado nos primeiros meses e anos de vida. 

O que eu tinha aprendido era tão bom. 

Crescendo tive que ir provando leite azedo, contaminado.

As pessoas mais idosas queriam funcionar como professores e profissionais do ensino. 

E insistiam que era necessário frequentar escolas e universidades.

A vida passou a ser, entre as pessoas, relações entre professores e alunos, entre pessoas que ensinavam e outras que deveriam aprender, isso tudo apenas com um foco, uma preocupação: transformar-nos em ferramentas funcionais.

E então ficaram apenas duas categorias de pessoas: as que sabiam bastante, esperando sempre, reconhecimento e respeito, e os outros, menos esclarecidos, numa faixa abaixo, sempre agindo como aprendizes ou alunos.

Os primeiros, sempre à vontade, para falar e ensinar; os outros, sempre ouvindo, porém, sem oportunidades para falar, sugerir ou tomar iniciativas.

Eis o que a aquisição de conhecimento produz: distanciamento, desigualdades.

E o amor recebido na infância, pouco ensinado e testemunhado nas escolas superiores, ficou lá dentro guardado como poupança a ser usada quando todos os outros recursos faltarem.

Mas, faltando amor, tudo falta, nada completa.

.... ... ...

Pois bem, esta introdução quer servir apenas como um farol de advertência sobre o tema que vamos tentar desenvolver daqui para baixo.

O foco na educação apenas na esfera intelectual pode ter ocasionado muitos efeitos ou defeitos colaterais que prejudicaram o desenvolvimento global nosso, essencialmente mamíferos e afetivos, antes de intelectuais ou racionais.

Somos sim, unidade. O que queremos alertar é para o excesso e a carência de um ou de outro aspecto em nossa personalidade. Queremos sim, o equilíbrio entre a razão e o afeto.  

 A história, não só da humanidade, mas de cada um de nós prova isso. Crescendo em estatura física fomos perdendo a capacidade afetiva, enfraquecendo a bateria e a energia das emoções.

Hoje, lendo-nos e percebendo-nos no rol das nossas costumeiras relações interpessoais, como nos comportamos?

Sentimos falta de gestos afetivos?

Sentimos sim, rejeição pelo exagero e insistência opressiva e desumana das atitudes racionais dos comunicadores. Não somos apenas intelecto. Não se consegue nenhuma eficiência e resultados frutuosos com palestras ou homilias que durem mais de 10 minutos, a não ser que envolva a vida de quem está escutando.

Quantas palestras ouvimos, nas quais recebemos avalanches de palavras que não produzem nenhum efeito?

Gostamos de ouvir pessoas contarem histórias ou darem testemunhos de vida, preferencialmente. Por isso gostamos mais de músicas e poesias, pois despertam o que de humano existe em nós: sentimentos e emoções. Não somos robôs, máquinas insensíveis, consumidores e letras, frases, livros e todos os outros tipos de comunicação formais.

Para envolver emoções, o comunicador deve comportar-se mais, muito mais como pai, mãe, filho ou irmão. 

Se houver afeto, atenção, dedicação, olhar no olho, escutar e pedir opinião, e dar a palavra para que o ouvinte possa também falar, aí sim haverá interação, complemento e oportunidade de complementação e realização humana. 

Eis o abismo que há entre os comunicadores, também sacerdotes, professores ou instruídos em qualquer ciência: não dar a palavra, não criar oportunidade para que o ouvinte também exerça a função de falar, expressar-se. 

Aí sim, haveria o diálogo e a troca de experiências, visões, filosofia ou teologia de vida.

Podemos ser pessoas carregadas de conhecimento e conceitos, mas ao mesmo tempo, descarregadas de amor. 

Sem amor, tudo fica árido, como órfão sem mãe, como mendigo sem lar. 

Como é que acontece em família, lá em casa? Se você participa de uma equipe, de um grupo, como é lá?

Há calor humano nas relações.

Há diálogo.

Todos têm direito a ouvir e a falar.

Não há desnível entre um e outro porque todos se conhecem.

Há um necessário fator: aproximação.

Havendo aproximação haverá calor.

Calor é produzido onde há energia.

Energia existe onde há sentimentos e emoções vivas.

Onde não há interação de sentimentos e emoções, as relações permanecem no nível da superficialidade.

Aí não há lugar para nada a não ser para a apatia e a indiferença.

Não haverá respostas.

Podemos olhar para a pessoa humana que aparece na tela, na nossa frente, e dirigir nossas palavras apenas para sua cabeça.

Podemos também dirigir a palavra para a pessoa que está na nossa frente, enxergando a sua fisionomia e também o seu coração, sua dignidade, sua natureza afetiva ...  então sim, estamos tendo um autêntico relacionamento humano, onde deixamos entrar a empatia e acontecerá reciprocidade, intercâmbio de energias vitais.

Somos ou não somos, mais mamíferos e afetivos, muito, muito mais do que só cabeça.

Este texto ainda está incompleto. Precisamos aperfeiçoá-lo. Você quer colaborar com sugestões, correções ou complementos? Entre em contato comigo pelo e-mail eneaspb@gmail.com

Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com

domingo, 9 de agosto de 2015

O Jesus Cristo Substantivo Próprio 2


Fico pensando com meus botões, principalmente quando leio ou escuto, em toda parte, até na Bíblia e nos documentos oficiais da Igreja, em homilias e em todos os livros, expressões como:  refiro-me a Jesus Cristo; estou falando de Jesus Cristo;  Corpo e Sangue de Cristo;  Jesus, o filho de Deus; Cordeiro de Deus ... 

      Você ama a Jesus, a Deus ou você ama o Jesus, o Deus? 

      Você se relaciona com a palavra 'Jesus' ou com a Pessoa Jesus? 

Estas expressões, com o de antes dos substantivos podem explicar porque nos sentimos fracos e sem convicções no cultivo da nossa fé. 

      Se não prestarmos atenção, podemos correr o risco de viver uma religiosidade oca, vazia, sem ressonâncias, uma religiosidade vivida somente no mundo das palavras, por isso, muitas vezes não encontramos prazer no cultivo do nosso potencial religioso. 

        Não nos realizamos, não encontramos sentido nem respostas talvez porque estejamos nos relacionando ou vivenciando o mundo dos pensamentos e dos conceitos. 

         É diferente você estar na frente de alguém, interagindo. 

         Se a vivência da nossa religiosidade não nos satisfaz é prova de que a pessoa divina não está ali. Estamos apenas no mundo virtual, despersonalizado, sem respostas. 

Na minha maneira de ver, como cristão fraco na fé, sinto esta dificuldade, por isso estou escrevendo. 

        Ajude-me a fortalecer minha fé. 

         Não é por este caminho? 

   Substantivamente falando, o nosso jeitão de falar de, em vez do Jesus e de em vez do Deus, esvazia o conteúdo, mantendo-nos apenas no mundo das palavras. Neste nível de inconsciência estamos tendo um relacionamento vazio, um faz de conta, sem eco nas nossas atitudes religiosas. 

Aceite este alerta, esta advertência. 

Questione-se. 

Acho que deveria ser assim: refiro-me ao Jesus Cristo; estou falando do Jesus Cristo; Corpo e Sangue do Cristo;  filho do Deus Pai; Cordeiro do Deus ...

Estas atitudes revelam que podemos correr o risco de cultivamos uma religiosidade apenas de palavras. 

     Ficamos escravos das regras da nossa língua e esvaziamos a personalidade do Jesus Cristo, do Deus Pai, dos Santos e dos personagens históricos e das pessoas concretas.

Ora, Jesus Cristo é um substantivo próprio, por excelência. O nome das pessoas masculinas ou femininas são também substantivos próprios. Genericamente podemos falar de gente. Particularmente falamos da pessoa tal, do fulano de tal.  

Experimente colocar as frases acima, substituindo Jesus Cristo pelo teu nome próprio (se for nome masculino). Como ficaria? “refiro-me a Jesus Cristo; refiro-me a Gregório (ou o teu nome ________ (se for masculino); refiro-me a Estevão; refiro-me a Carlos Alberto; refiro-me a Paulo Cesar; refiro-me a João Paulo II.

Não ficaria muito mais personalizado e substantivado, dizer: refiro-me ao Jesus Cristo; refiro-me ao Gregório; refiro-me ao Estevão, refiro-me ao Carlos Alberto, refiro-me ao Paulo Cesar, refiro-me ao João Paulo II, ao Jesus Cristo, ao Deus Criador, o Deus do Céu e da Terra...

Estou falando do Jesus Cristo, filho do Sr. José; Estou falando do Jesus Cristo, filho do Deus Pai.

Não quero ser pedante, insistindo em mil nomes. Apenas, como exemplo, substitua o teu nome (se for masculino)  pelo nome do Jesus Cristo em todas as frases em que surgirem o de e o a, antes do teu nome para perceber a incoerência existente.

Note você, que em todas as vezes que nos referimos ao Espírito Santo, usamos o o antes Dele; usamos o do, antes.  Comprova-se assim, o que estou querendo alertar. Não quero falar de Espírito Santo. Quero falar do Espírito Santo. Não quero falar de Jesus Cristo. Quero falar do Jesus Cristo, pessoa, substantivo próprio.

Se você perceber com atenção verá que quando nos referimos ao Espírito Santo, sempre há a correta colocação do do no lugar de Espírito Santo. 

Para facilitar podemos sempre nos referir ao Jesus Cristo, ao Deus Pai, ao Deus Misericordioso, Deus Eterno. Parece que o nome composto exige a colocação do do em vez do de.

Talvez você não perceba minha real intenção atrás desta preocupação, que pode ser vazia, supérflua e até mesmo destituída de toda e qualquer fundamentação lógica e correta das regras da gramática. 

Gostaria de insistir que uma lei gramatical não se sobreponha ou não esvazie de conteúdo a personalização dos substantivos.

Pode ser uma observação insignificante, mas não é. 

Podemos permanecer apenas no mundo das palavras e não indo até ao concreto, à pessoa do Jesus Cristo, do Deus Pai, Criador. 

       Considero uma falha tão grande, mas tão grande que acabamos tratando os substantivos como coisas genéricas, apenas virtuais, quando se trata fundamentalmente de elementos concretos e pessoais.

Quero reforçar é a necessidade de estabelecermos relações de diálogo com a pessoa do Jesus Cristo, com a pessoa do Deus Pai, com a Pessoa do Espírito Santo, não com a palavra jesus cristo, não com a palavra deus, não com a palavra espírito santo, não com as palavras dos nomes masculinos ou femininos, com os personagens históricos, não com a gramática, mas sim, com as pessoas.

Ficando só no mundo das palavras, acabamos esvaziando o conteúdo personalista, e a questão da fé passa a ser bem mais difícil de vivenciar.

Queremos personalizar e materializar esta ação do relacionamento entre o humano e o divino sagrado, materializado ou espiritualizado.  

Todos sabemos o quanto é difícil atuar nossa vida através da fé, praticar a fé, acreditar no que não vemos. Mas convém nos esforçarmos para aperfeiçoar a ciência da fé, estabelecer princípios, regras e leis da ciência da fé.  Toda ciência possui uma linguagem própria, ferramentas próprias, fins próprios, quadros de referencias próprios.

Se a religião é uma ciência, qual é o objeto principal da religião? Podemos, entre tantas respostas, dizer que o objeto da religião é a fé.

Mas se aprofundarmos um pouco mais veremos que a resposta é outra. O objeto da verdadeira religião, do Cristianismo principalmente, é uma pessoa, um ser masculino, um substantivo próprio. O objeto da religião cristã, o Cristianismo, é o Jesus Cristo, filho do Deus Pai e Criador do universo.

O apóstolo São Paulo já nos adiantou este princípio: “No Jesus Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e das ciências”. Colossenses 2,2-3

A religião é uma ciência: É uma Teologia. Possuí um calendário próprio. Possui seus estatutos, dois Testamentos, inúmeras Epístolas, Cartas, Encíclicas, linguagem, ritos, liturgia, literatura e linguagem própria, teólogos, filósofos, sociólogos, escritores, poetas, o Papa, clero, leigos.

A própria história é lida como história de salvação, apesar das páginas escritas com sangue e pecados. A Igreja Católica Apostólica Romana possui uma organização e uma hierarquia que se aperfeiçoa ao longo dos anos, corrige-se e converte-se continuamente, uma vez que o vaso é de barro humano mas o conteúdo é de ouro, divino.  

O Cristianismo pode ser uma ciência geral, que abranja, fundamente e justifique todas as outras ciências particulares, considerando o próprio Jesus Cristo como o Caminho, a Verdade e a Vida.

O fim última da religião é o mais nobre de todos: a fraternidade de todos os povos, o amor; o perdão e a vida eterna.

A religião cristã, o Cristianismo será a ciência das ciências, pois guarda e conserva os valores básicos, os fundamentos da vida fraterna e solidária.

Não sobreviveremos no futuro se não guardarmos e vivermos os fundamentos do Evangelho do Jesus Cristo.

O Cristianismo não é invenção humana, é uma maneira de viver como Jesus Cristo viveu. Tem origem divina. E nós somos os representantes do criador desta religião: somos nós, exatamente, os filhos e herdeiros do Criador desta ciência que é o Cristianismo.

O ideal de qualquer religião é que deem lugar a uma sociedade dos filhos do Deus Criador e Herdeiros do Reino dos céus.

A seguir, transcrevo algumas linhas do Evangelho do São João, uma das páginas que mais impacto causa em nossa mente quando lemos.

Convém que façamos um ato de consciência para nos colocarmos dentro desta cena, e verificar onde nos encontramos.

Se, no início, o Jesus Cristo era Verbo (Palavra), veja como o Verbo se fez carne e habitou entre nós.

No princípio existia o Verbo; o Verbo estava junto com o Deus; e o Verbo era o Deus. Por Ele é que tudo começou a existir; e sem Ele nada veio à existência. Nele é que estava a Vida de tudo o que veio a existir. E a Vida era a Luz dos homens. A Luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a receberam. Apareceu um homem, enviado por Deus, que se chamava João. Este vinha como testemunha, para dar testemunho da Luz e todos crerem por meio dele. Ele não era a Luz, mas vinha para dar testemunho da Luz. O Verbo era a Luz verdadeira, que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina. Ele estava no mundo e por Ele o mundo veio à existência, mas o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a quantos o receberam, aos que nele crêem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos do Deus Eterno. Estes não nasceram de laços de sangue, nem de um impulso da carne, nem da vontade de um homem, mas sim do próprio Deus. E o Verbo fez-se homem e veio habitar conosco. E nós contemplamos a sua glória, a glória que possui como Filho Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. O João deu testemunho dele ao clamar: «Este era aquele de quem eu disse: 'O que vem depois de mim passou-me à frente, porque existia antes de mim.'» Sim, todos nós participamos da sua plenitude, recebendo graças sobre graças. É que a Lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade vieram-nos por Jesus Cristo. O Deus Pai jamais alguém o viu. O Filho Unigênito, que é o Deus Filho e esteve entre nós, e agora está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer”. Evangelho do Apóstolo João 1,1-18.

Comente comigo estas observações. Vai ser bom para nós conversarmos sobre este texto. eneaspb@gmail.com


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 09/08/2015.

Apresentação e finalidade do Blog religiososesacerdotes.blogspot.com 01


Sou cristão atuante na Igreja do Jesus Cristo desde pequeno. Fui seminarista durante seis anos. 

Criei um novo blog para repassar pontos de vista de pessoas com quem convivo. 

Escuto e sofro. 

Escuto e às vezes comento a minha visão e experiência que tive como seminarista dentro do tempo que permaneci no Seminário dos Franciscanos Capuchinhos, em Ponta Grossa.

Escuto e sofro.

Não quero continuar sofrendo sozinho com estas questões. Quero compartilhar com os Religiosos e Sacerdotes, este peso, comunicando o que ouço, com a finalidade de despertar a reflexão de vocês.

Vejam bem, compreendam-me. A única intenção não é revelar por revelar, mas expor a visão de muita gente, muitos cristãos e a maioria pessoas apáticas, indiferentes ou até mesmo pessoas que demonstram rejeição pela palavra religião e tudo o que a ela está relacionada.

Pois bem, preparem-se e pensem nisto, e posicionem-se de tal forma que o proceder de vocês seja uma resposta. 

"NÃO SOU UMA OVELHA DO REDIL. NÃO ME SINTO OVELHA POIS NÃO CONHEÇO MEU PASTOR E ELE NÃO SABE MEU NOME, NEM ONDE MORO.

PROCURO SER UM SER HUMANO COERENTE, DIZER O QUE ESCUTO POR AÍ, E O QUE VEJO DENTRO DA HIERARQUIA E ESTRUTURA ECLESIAL.

SOU UM CRISTÃO COMO TODOS OS OUTROS ... NINGUÉM É CRISTÃO COMO DEVERIAM SER, POR ISSO, SOU COMO OS OUTROS SÃO. 

FAÇO PARTE DO POVO DO DEUS PAI, MISERICORDIOSO E PACIENTE COM TODOS NÓS. 

GOSTARIA DE ESTABELECER UMA VIA DE COMUNICAÇÃO ENTRE NÓS, MAS NÃO SE VÊ PADRES NAS RUAS, NOS PONTOS DE ÔNIBUS, NAS FILAS, NOS SUPERMERCADOS, NAS FARMÁCIAS ...

MUITOS DOS SACERDOTES, RELIGIOSOS E RELIGIOSAS COSTUMAM MAIS FALAR DO QUE OUVIR. NAS IGREJAS, SÓ ESCUTAMOS. NÃO NOS É DADA A PALAVRA EM NENHUM MOMENTO. SÓ ELES TEM CONTEÚDO A DIZER.

GOSTARIA QUE ESTE CANAL QUE ESTAMOS INAUGURANDO, SEJA UM CANAL PARA QUE VOCÊS, RELIGIOSOS E SACERDOTES, ESCUTEM. 

ESCUTEM E SE QUESTIONEM, SE PERGUNTEM E PERGUNTEM COMO OS OUTROS VÊEM VOCÊS E A SUA PROFISSÃO.

NO INCONSCIENTE DESTA CLASSE SOCIAL EXISTE A CONVICÇÃO DE QUE ELES TÊM PODER. E TEM. MAS ESTE PODER, RECEBIDO, TEM ATRAPALHADO E CONFUNDIDO O INCONSCIENTE DE VOCÊS.  

MAS O PODER QUE RECEBERAM VEM DO DEUS PAI ... PARA SERVIR ... SERVIR DE EXEMPLO. 

AS ROUPAS QUE USAM, COMO HÁBITOS OU BATINAS OU ESTOLAS, NAS MISSAS E CERIMÔNIAS RELIGIOSAS SÃO MUITO POMPOSAS, BONITAS DEMAIS, DESNECESSÁRIAS ATÉ, SENDO QUE FORAM ENVIADOS PARA OS POBRES. 

NADA MAIS COERENTE DO QUE DEMONSTRAR POBREZA, TANTO NO VESTIR COMO NO VIVER, NO ALIMENTAR-SE, NO TRABALHO E NA VIDA DIÁRIA.

ELES VIVEM COMO RICOS ...  

VIVEM COMO FUNCIONÁRIOS: TEM HORÁRIOS A CUMPRIR E NÃO GOSTAM DE SER INCOMODADOS FORA DO HORÁRIO ... EXECUTAM AS TAREFAS COMO FUNCIONARIOS, FUNCIONAIS, NO AUTOMÁTICO. 


        TALVEZ O INCONSCIENTE DELES TENHA INTERPRETADO A BOA NOTÍCIA DO JESUS: "QUEM DEIXAR PAI, MÃE, CASA, BENS ... TERÁ CEM VEZ MAIS JÁ NESTA VIDA E MUITO MAIS NA OUTRA VIDA"TALVEZ TENHAM SE APEGADO A ESTA PROMESSA, INTERPRETADO PELO EGO ENGANADOR, ACOMODANTE. 

     SERÁ QUE NÃO EXISTE UMA OUTRA INTERPRETAÇÃO QUE ELES SE RECUSAM A FAZER? NÃO QUEREM OBEDECER AO PAPA FRANCISCO? SAINDO DE DENTRO DO CASULO, DA IGREJA, DA PARÓQUIA?

    PADRES E RELIGIOSOS TEM VISITADO OS PAIS DE FAMÍLIA, AS MÃES DE FAMÍLIA, AS IRMÃS, IRMÃOS, TEM IDO NAS CASAS DOS CRISTÃOS, VER COMO ELES VIVEM, PARTILHAR DO QUE ELES POSSUEM? ESTAS SÃO AS 100 CASAS QUE VOCÊS RECEBERAM, CEM VEZ MAIS. VÃO LÁ E VEJAM COMO ELES VIVEM, MAS VÃO NAS CASAS POBRES, E VOCÊS VERÃO PORQUE ELES NÃO VÃO ÀS MISSAS E ÀS IGREJAS. 

       AS IGREJA, OS TEMPLOS SÃO CASAS GRANDES, MANSÕES DOS RICOS, E OS POBRES NÃO SE SENTEM BEM LÁ. MESMO AS CASAS PAROQUAIS, SÃO DE DIFÍCIL ACESSO.

      ELES, OS POBRES, NÃO VÃO ATÉ LÁ, ONDE VOCÊS MORAM, PORQUE NÃO SÃO CONVIDADOS E NÃO SE SENTEM BEM. 

        ELES NÃO TEM PLANO DE SAÚDE, NÃO PAGAM DESPESAS DA ÁGUA, DA LUZ, DO TELEFONE, IMPOSTOS. NÃO PAGAM NADA. VIVEM ÀS CUSTAS DOS OUTROS. 

     ELES VIVEM COMO OS RICOS, E POR ISSO, PERDERAM A SENSIBILIDADE POIS NÃO TÊM NECESSIDADE DE NADA. 

       ELES PEDEM E MANDAM QUE OS CRISTÃS SEJAM SOLIDÁRIOS, MAS NUNCA VI NENHUM DELES IREM LÁ, ONDE OS CRISTÃOS SÃO ENSINADOS A IR. 

        QUE NÃO SIRVA PARA ELES A ADVERTÊNCIA DO EVANGELHO “MANDAM MAS NÃO FAZEM”.

      O INCONSCIENTE DESTA CLASSE SOCIAL ESTÁ MANTENDO-OS LONGE DA CONSCIÊNCIA. 

    O EGO INFERIOR DELES ESTÁ GOVERNANDO O EU SUPERIOR. 

      PERGUNTE AOS PAROQUIANOS, SE TENS SIDO UM BOM PASTOR, BOM PAI, AMIGO, COMPANHEIRO, QUE SABE O NOME DE CADA UM DA PARÓQUIA E CONHECE SEUS PROBLEMAS. 

         QUANDO A CONSCIÊNCIA TOMA CONHECIMENTO, TORNA-SE RESPONSÁVEL. 

    NÃO SAIR DE CASA É NÃO QUERER TOMAR CONHECIMENTO DOS PROBLEMAS E DOENÇAS DAS FAMÍLIAS DA COMUNIDADE.

      QUANTAS VEZES CONVIDEI O PAI NOSSO, O PADRE DA NOSSA PARÓQUIA PARA IR ATÉ NOSSA CASA. A DESCULPA É A FALTA DE TEMPO. SÃO MÚLTIPLAS ATIVIDADES PAROQUIAIS. SER PADRE NÃO É FÁCIL. DAR CONTA DA AGENDA DIÁRIA É QUASE IMPOSSÍVEL. 

         TAMBÉM CONVIVI COM RELIGIOSOS E NUNCA, NUNCA FORAM EM MINHA CASA. A RAZÃO? MOTIVOS? - TALVEZ O MEDO DE SEREM INCOMODADOS, IMPORTUNADOS DEPOIS, OU EXPLORADOS PELA INTIMIDADE QUE A AMIZADE PROPORCIONA. 

        CONVIVI COM RELIGIOSOS E COMO ERA DIFÍCIL ESTABELECER DIÁLOGO DE IGUAL PARA IGUAL. SEMPRE HAVIA UMA DISTANCIA ENTRE O EGO DELES COM A MINHA IGNORÂNCIA. O SABER DELES MANTINHA-OS MAIS ACIMA.

        O QUE MAIS ESTRANHO NAS COMUNIDADES ONDE OS FRADES E SACERDOTES VIVEM JUNTOS, É O INDIVIDUALISMO, CADA UM POR SI, CADA UM COM SEU CARRO E SEU STATUS. SE UM FICA DOENTE QUEM CUIDA É ALGUÉM DA COMUNIDADE. 

       O CONHECIMENTO QUE ADQUIRIRAM EM VIDA, CRIAVA, INSTIGAVA O EGO A CRIAR UMA BARREIRA OU UM DISTANCIAMENTO PROVOCADO PELO PRECONCEITO CULTURAL.

    COMO É FÁCIL PARA OS RELIGIOSOS E SACERDOTES SE COLOCAREM EM DEGRAUS ACIMA DOS OUTROS. ... 

    MAS ESTÁ FALTANDO VIDA, VIBRAÇÃO, ENTUSIASMO NAS SUAS VIDAS, PORQUE VIVEM INSERIDOS NO MUNDO E DEIXARAM-SE ENVOLVER PELAS ATIVIDADES DO MUNDO, PELA FILOSOFIA DE VIDA. HÁ CARÊNCIA DE SACERDOTES MÍSTICOS E SANTOS. 

    SACERDOTES, NÃO SE ESQUEÇAM QUE VOCÊS DEVEM INSISTIR MAIS NA TEOLOGIA DA VIDA DO QUE EM FILOSOFIA DE VIDA.

     PARECE-ME QUE OS RELIGIOSOS E SACERDOTES VIVEM SÓ NO MUNDO VIRTUAL, DA PALAVRA, DA CATEQUESE, DAS HOMILIAS.

       FALTA-NOS VER OU ASSISTIR TESTEMUNHOS. 

  AS HOMILIAS SÃO TÃO VAZIAS, DESCOMPROMETIDAS, ESVAZIADAS DO CONTEÚDO, DO PÃO VIVO QUE DESCEU DOS CÉUS, DA ÁGUA VIVA.

           HOMILIAS, SEM TESTEMUNHO DE VIDA, QUE SE ESTENDE POR MAIS DE QUINZE MINUTOS EMBOTA A NOSSA INTELIGENCIA, ANESTESIA O TERRENO MENTAL E NÃO HAVERÁ FRUTOS QUE O PREGADOR ESPERA VER. 

     UMA HISTORINHA, UMA PARÁBOLA ATUAL, COM UMA ÚNICA MENSAGEM PRODUZIRÁ O FRUTO ESPERADO PELO PREGADOR. 

       NÃO HAVENDO ADUBO, NÃO VINGA. 

     O TERRENO DA NOSSA HORTA, ANTES DE RECEBER SEMENTES, NECESSITA DA FORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA DE CADA UM.

       NÃO É AULA, NÃO É TEOLOGIA QUE PRECISAMOS. É DE UM PAI, PASTOR, SACERDOTE, PRÓXIMO, AMIGO. NÃO SENTIMOS FALTA DE JORNALISTAS, PSICÓLOGOS OU PROFESSORES DE TEOLOGIA. 

         QUEREMOS E PRECISAMOS QUE SEJAM MÍSTICOS, ALGUÉM QUE FAZ EXPERIÊNCIA DO INVISÍVEL E VISIBILIZEM PARA NÓS. 

     ESPERAMOS QUE OS SACERDOTES, EM SUAS HOMILIAS, DEIXEM O ESPÍRITO SANTO FALAR. DÊEM OPORTUNIDADE PARA ELE. 

        ANTES DE PREPARAR O ‘SER’ ‘MÃO’ DO DOMINGO, OU DE CADA DIA, ANDE PELAS RUAS DAS TUA CIDADE OU DO BAIRRO ONDE VIVE, ENTRE EM ALGUMAS CASAS E, NA HOMILIA DO DOMINGO COMENTE O QUE VIU, DIGA O NOME DAS PESSOAS COM QUEM CONVERSOU. ... E VERÁ AS IGREJAS VOLTAREM A PREENCHER OS BANCOS VAZIOS.

             QUANTOS SACERDOTES E RELIGIOSOS ATUAM EM ATIVIDADES PROFISSIONAIS QUE NÃO SÃO ATIVIDADES FINS DA VIDA RELIGIOSA E SACERDOTAL. SÃO ATIVIDADES PRÓPRIAS DOS CIVIS, DOS LEIGOS, DOS CRISTÃOS CASADOS E DESEMPREGADOS.

         PERCEBA QUE OS OUTROS, OS CIVIS NÃO TEM CONDIÇÕES DE DESEMPENHAR A FUNÇÃO (SACERDOTAL E RELIGIOSA) QUE MUITOS DESEMPENHAM, PORTANTO, ELES ESTÃO NO LUGAR CERTO. 

     MUITOS, MUITOS OCUPAM FUNÇÕES QUE OS CIVIS, OS LEIGOS ESTÃO PREPARADOS PARA EXERCER E, MUITOS RELIGIOSOS E SACERDOTES, ESTÃO TIRANDO O EMPREGO QUE PODE SER DELES. 

         RELIGIOSOS E SACERDOTES, ATUANDO EM ATIVIDADES QUE OS LEIGOS PODEM DESEMPENHAR, ESTÃO FORA DA ATIVIDADE FIM. 

           PREZADO SACERDOTE E RELIGIOSO. VOLTE A SER O SACERDOTE E RELIGIOSO QUE PRECISAMOS.

     QUAIS FORAM OS TEUS VOTOS, OS COMPROMISSOS QUE ASSUMIU QUANDO FOI ORDENADO OU FEZ OS VOTOS?  

              FALE AQUI, AGORA, QUAIS SÃO OS TERMOS DA SUA PROFISSÃO SOLENE? QUAIS SÃO AS ATIVIDADES FINS DA SUA CONGREGAÇÃO?

                  O QUE ESPERAS QUE EU, COMO CRISTÃO, COMO LEIGO, TE RESPONDA? 

              SACERDOTE E RELIGIOSO SÃO FUNCIONÁRIOS DO REINO DO DEUS PAI. DEVEM OBEDIÊNCIA E DEVEM TRABALHAR ENCARNANDO E TESTEMUNHANDO VALORES ESCATOLÓGICOS E EVANGÉLICOS, COMO PAI E PASTORES.  

O PODER QUE OS SACERDOTES DETÊM É RECEBIDO DO DEUS PAI PARA SERVIR ... SERVIR DE EXEMPLO, IGUAL AO EXEMPLO QUE DEU O JESUS CRISTO.  

SER E VIVER COMO O MESTRE.

RELIGIOSOS E SACERDOTES SÃO APENAS DISCÍPULOS, ENTÃO QUE VIVAM IMITANDO O MESTRE E SENHOR JESUS CRISTO.

AÍ O PODER QUE RECEBERAM PODERÁ SER MAIS EFICAZ.

SACERDOTES E RELIGIOSOS(AS) DEIXARAM DE SER LÍDERES. VOLTARAM A SER COMUNS, PESSOAS IGUAIS AOS OUTROS,  COMO OS POLÍTICOS, ADVOGADOS, JORNALISTAS, COMENTARISTAS. MUITAS HOMILIAS EQUIPARAM-SE A COMENTÁRIOS DE JORNALISTAS.

Pois bem, que sirva mais para o bem. 


Estes comentários não são para todos.

Estamos despertando. Estamos acordando.

Os sacerdotes e religiosos deveriam ser os formadores da consciência, não apenas catequistas, conferencistas, pregadores, jornalistas. Se no passado tivéssemos recebido a educação correta, estaríamos hoje com a nossa consciência formada. 

Que importância vocês estão dando ao conhecimento atual sobre a consciência? Vocês têm lido os livros, de pessoas leigas, que, sentindo a necessidade de perceber a verdade em lugares diferentes, foram atrás e descobriram muito mais como a consciência funciona?

O ego inflado dificulta ações da consciência.

Convém questionar-se.

Sugiro a leitura dos livros do escritor Eckhart Tolle, Um Novo Mundo, O Despertar de uma nova consciência”, Editora Sextante, e “O poder do Agora”, do mesmo autor, também da Editora Sextante e outros livros, de leigos, de pessoas de fora do muros e de baixo dos pedestais onde muitos de vocês se encontram.

PROFETA GEMIAS. 

Criei este Blog com a finalidade de estabelecer um canal de diálogo entre eu, Eneas, e os Sacerdotes e Religiosos. 

Como vai ser efetuado o  diálogo? 

Cada sacerdote ou religioso que ler este texto deverá entrar em contato comigo pelo email 
eneaspb@gmail.com 
dando as suas explicações, justificativas ou simples comentários.

A partir daí vou procurar criar um outro Blog como resposta a estas questões focadas acima, dentro de um contexto catequético, formativo da consciência daqueles que criticam e não obtém as respostas certas para seus posicionamentos. 

Conto convosco. 

Abraços fraternos

Eneas Paulo Budel Bogucheski. 

Atualizado em 09/08/2015.