sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Se eu fosse um padre. Poesia do Mário Quintana. 13




Há um recurso nobre, belo e extremamente pedagógico de ensinar, através da catequese ou das homilias, ainda desprezado pelos sacerdotes. 


Tantos santos poetas encontramos quando procuramos e pesquisamos nas biografias disponibilizadas. 


Convém sair do comum, do rotineiro, da forma funcional tradicional de comunicar pérolas preciosas.


A Palavra do nosso Pai merece ser comunicada de forma artística, agradável, atraente. Merece esforço dos comunicadores. 


A pedagogia das parábolas foram usados pelo Jesus Cristo, com tanta eficiência que perdura até hoje. 


Durante muitos anos, contava-se histórias para o povo memorizar ou aprender lições evangélicas. 


A música sacra também já foi usada para a catequese e continua ainda hoje com muitos sacerdotes cantores. É o mesmo conteúdo comunicado de forma agradável, envolvendo emoções e gestos do corpo.


Os cristãos convertidos aprenderam mais com as músicas do Padre Zezinho e de outros religiosos compositores do que através de aulas de teologia. 


Falta agora, aproveitar da poesia. 



“Se eu fosse um padre,

eu, nos meus sermões,

não falaria em Deus

nem no Pecado

- muito menos no Anjo Rebelado

e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:

nada das suas celestiais promessas

ou das suas terríveis maldições...



Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,

desses que desde a infância me embalaram

e quem me dera que alguns fossem meus!



Porque a poesia purifica a alma

... a um belo poema

- ainda que de Deus se aparte –

um belo poema

sempre leva ao Deus Pai!”




Colaboração  
Eneas Paulo Budel Bogucheski
              eneaspb@gmail.com
Publicado em 10/02/2017


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