domingo, 14 de maio de 2017

Veja o tema de estudos da aula que você faltou sobre comunicação. 15


 

 

Hoje, o comunicador,

antes de comunicar:

 

Se prepara,

treina habilidades,

desenvolve e aperfeiçoa os talentos.

 

Atualiza-se,

usando os instrumentos mais avançados

e adaptados para alcançar eficiência e eficácia

na sua comunicação.

 

Consulta uma bibliografia vasta

sobre o assunto a comunicar.

Consulta os outros.

 

Define bem qual o conteúdo básico

da sua mensagem.

 

Procura tornar claras as ideias

a serem comunicadas.

 

Examina a finalidade de cada comunicação.

As pessoas não nasceram para serem lideradas,

mas para liderar.

Não existem para ser dirigidas,

mas para serem autônomas, independentes,

caminhando com a sua própria cabeça

 e com suas próprias pernas.

 

Fica atento à neutralidade na exposição.

 

Examina os aspectos materiais

antes de comunicar:

Com que vai comunicar,

meios, equipamentos.

 

Examina os aspectos humanos

antes de comunicar:

Pergunta-se para quem vai comunicar.

É do interesse do ouvinte?

Fale ou escreva o que interessa às pessoas.

Fale ou escreva o que é necessário e fundamental

para as pessoas.

 

Encarna o assunto a comunicar,

depois, comunica-se.

 

Comunicar não é dar significado às palavras,

é comungar com as pessoas interesses comuns,

valores permanentes.

 

Comunicação é intercâmbio.

 

Respeita hierarquias

sem fugir da linguagem simples,

sem sofisticação e com honestidade ética.

 

É a verdade que está em exposição.

 

O objetivo é esclarecer, iluminar,

trazer facilidade de compreensão às pessoas.

 

Durante a comunicação,

acompanha as reações do público,

se está agradando ou enjoando.

 

Comunicar-se é uma necessidade das pessoas.

O que ela aprende, ela passa para a frente,

para as outras pessoas.

 

A compreensão é mais importante que a intelecção.

Levar as pessoas a serem mais compreensivas

ajuda a melhorar o mundo.

 

Observe seu ego inconsciente em busca de status.

Não é você quem deve aparecer,

é o conteúdo que está sendo transmitido.

 

Interage com o público.

Pergunta o que você não entendeu?

Não se pergunta: “você entendeu?”

 

Não ache que só você é quem deve falar.

Dá oportunidade para os outros falarem.

Saber ouvir é um critério para ser bom comunicador.

Aproveite as oportunidades que o público cria

ao fazer-te perguntas.

Partindo de lá,

incorporando o que você tem de experiência

enriquece o encontro e a comunhão

entre o emissor e o receptor.

 

Saber como criar o clima propício para a serenidade.

Não há diálogo onde há tensões.

Incentive-se e incentive.

 

Criar o clima.

Ambientar.

 

Acolher, fazer o papel de recepcionista.

Seja bem-vindo(a). Sinta-se em casa ...

Fazer uma breve conscientização

de onde estamos.

O que viemos fazer aqui?

Qual a importância de estar aqui

e não em qualquer outro lugar?

Distinguir, diferenciar

e valorizar o ato em que participará,

com liberdade, com sede de melhorar.

 

Para que uma comunicação seja eficiente

convém que seja simples, clara,

objetiva, ordenada, racional, breve,

e principalmente, desperte os sentimentos do público, através da sua simpatia e da empatia.

 

O que é que chama a atenção

e concentra a atenção do público?

– Histórias, historinhas e testemunhos de vida.

O que aconteceu na comunidade,

na semana que passou?

 

Muitas vezes sabemos muito bem

o que aconteceu no mundo, no Brasil, na cidade,

mas não sabemos o que aconteceu com o vizinho.

E não fizemos nada, nem visita.

 

Comunicação que não alcança e não desperta os sentimentos, rapidamente cairá no esquecimento.

Não provocará mudanças, não gerará novos ideais;

será estéril.

 

 

Manter o foco,

Manter a atenção

nas poucas teses ou propostas

para serem absorvidas e encarnadas pelos ouvintes.

 

 

Percebe-se nas testas enrugadas do público atitudes de desconforto quando ouve-se dos comunicadores,

frases como estas: Nós temos que ...

Devemos de ...

É preciso que...

Precisamos ...

Há muito discurso e poucos testemunhos.

Quantos dizem, mas não fazem.

O termo mais adequado,

conforme manuais de qualidade sugerem

é o uso do termo: “Convém que ...”.

 

Comunicação ou diálogo com poucas pessoas,

olhe nos olhos, demonstrando segurança emocional, equilíbrio e maturidade.

 

 

 

Convém que você, leitor,

reavalie as suas comunicações,

a sua rotineira maneira de comunicar-se,

e revelar-se, através da sua fala, da sua escrita

e do seu testemunho de vida.

 

 

Quantos profissionais formaram-se há mais de vinte, trinta ou até quarenta anos atrás e nunca mais se atualizaram, desconsiderando as mudanças que ocorreram durante estes anos todos.  

 

 

Senti a necessidade de escrever este texto porque faço parte de um grupo de reflexão, onde nos encontramos semanalmente e entre outros assuntos comentamos as homilias das missas nas quais cada um de nós participou.

 

 

Somos todos da mesma paróquia, mas participamos de missas em diversas igrejas. Todos lamentam a falta de qualidade nas homilias. Raramente ouvimos elogios dos comunicadores.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 12/05/2017


 

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segunda-feira, 8 de maio de 2017

A maior tentação, como criatura, é querer ser deus, e fazer concorrência com o Deus Criador.14


 

Como entender a resistência que temos

quando ouvimos falar do Deus,

do Jesus Cristo,

da Igreja, do tema da fé?

 

 

Por que temos dificuldades em entender

e nos relacionarmos com a divindade?

 

 

Por que é difícil

acreditar no Deus?

 

 

Como pode,

a criatura,

não aceitar

o seu Criador?

 

 

Algumas explicações.

 

 

Somos experts sobre as coisas visíveis.

Somos cientistas.

Fazemos experiências concretas.

Provamos.

 

 

Somos ignorantes

sobre as realidades invisíveis.

Duvidamos.

Não sabemos como ativar

as forças da fé.

 

 

Sabemos que somos imagem e semelhança

com nosso Deus e Pai.

 

 

Imagem e semelhança, isto é,

somos imagem e quase semelhantes

ao nosso Criador.

 

 

Existem muitas semelhanças

entre Deus e nós.

Semelhanças sim,

mas não igualdade.

 

 

Fomos criados

com a capacidade de conhecimento

e de liberdade.

Aqui, somos semelhantes,

mas não iguais.

 

 

Fomos criados com a capacidade de amar.

Aqui também somos semelhantes,

quase iguais.

 

 

O fato de sermos imagem

e semelhança do Deus Criador,

pode nos levar a nos reconhecermos,

inconscientemente, como deus,

com letra minúscula.

 

 

Veja, raciocine e perceba

como nós nos comportamos

diante do Deus Criador, nosso Pai.

 

 

Somos criaturas,

criação do Deus Pai Criador.

 

 

Somos criaturas, independentes

desde que nossos pais

nos deixaram prontos

para seguir o caminho da vida.

 

 

Vivemos de forma independente.

 

 

Achamos que somos nós mesmos

os donos da nossa vida

e que vivemos do jeito

que achamos melhor para nós.

 

 

Nós achamos

que não precisamos do Deus.

 

 

Vivemos como se Ele não existisse.

 

 

Não nos empenhamos

em reconhecermo-nos como filhos

e por isso, nos comportamos

como filhos rebeldes, desobedientes.

 

 

Não procuramos Ele,

não nos empenhamos

em conhecer suas orientações,

seus mandamentos.

 

 

Se Ele é Pai, Criador,

tudo o que nos transmitiu e transmite

é para facilitar nosso viver com sabedoria,

com ternura filial.

 

 

Vejam como nos comportamos:

 

- não somos próximos

ao nosso Deus;

 

- não procuramos amar

o Deus Pai acima de todas as coisas;

 

- não seguimos os exemplos

do Filho Jesus Cristo

que se apresentou

como Caminho, Verdade e Vida;

 

- não acreditamos

na dimensão presente

e invisível do nosso Deus Pai Criador;

 

...

 

Percebam então, como é verdade, sim, 

que nos fazemos deus de nós mesmos,

escolhendo-nos como diretores

e executores da nossa própria vida,

independentes.

 

 

É aqui que entra a explicação

do porquê opomos resistências

e não nos entregamos a Ele:

 

 

- desconhecimento ou ignorância

da nossa própria origem divina;

 

 

- medo de perder nossa liberdade;

 

 

- imaturidade humana;

comportamento de adolescente.

 

 

- desobediência e recusa à submissão.

 

 

O padrão normal do comportamento da

maioria dos seres humanos, com relação ao

nosso Deus é nos comportarmos como filhos

rebeldes, desobedientes.

 

 

Preferimos viver

como órfãos e infelizes.

 

 

Preferimos o inferno ao céu.

 

 

Achamos que se nos submetermos a Ele,

viveremos como escravos e perderemos nossa

liberdade. Acabamos fazendo experiencias

infernais, de insatisfação, de insegurança,

de ausência, de distância afetiva.

 

 

E assim, perdemos a nossa originalidade,

nossa pureza,

a transparência,

a inocência,

o bom humor,

a alegria.

 

 

Veja como é sábia e elogiável

a atitude do nosso Criador,

dando-nos o dom da liberdade.

 

 

Mesmo correndo o risco de ser rejeitado,

 preferiu correr este risco,

mas dando-nos o dom da liberdade,

o dom da escolha, algo tão grande,

tão especial, atributo próprio Dele.

 

 

Sabendo que suas criaturas

poderiam rebelar-se,

não abriu mão

de dar-nos a capacidade de escolher,

livremente.

 

 

Mas há consequências.

 

 

Sabemos a história do Lúcifer,

um dos belos anjos

e um dos mais próximos auxiliares

do Deus Criador na obra da Criação.

 

 

Ele, Lúcifer,

percebendo tanto poder que tinha recebido,

 decidiu revoltar-se e quebrar a amizade,

rompendo sua obediência ao seu Criador,

escolhendo separar-se dele

e construir um Reino à parte.

 

 

Lúcifer foi o criador do inferno.

 

 

Inferno entenda-se como um reino

onde o Deus Criador não faz parte.

 

 

Não se dá espaço para Ele.

 

 

O Criador é desprezado, dispensado.

 

 

Perceba as consequências,

lá de trás,

na longa História da Humanidade.

 

 

Perceba também estas consequências

em sua própria vida.

 

 

Inferno, portanto, é ausência do Deus.

Não dar lugar para o Deus Criador

em sua vida.

 

 

O que é o ateísmo?

É a decisão pessoal

de não querer aceitar submeter-se

ao Deus Criador.

 

 

Escolher um estilo de vida infernal

é não querer empenhar-se

em descobrir ou pesquisar argumentos,

provas ou manifestações do Deus Criador.

 

 

Escolher um estilo de vida infernal

é não participar de fraternidades

ou comunidades

que querem viver

em clima de amizade

e submissão a Ele.

 

 

Escolher um estilo de vida infernal

é não aceitar nem querer viver

 como irmãos dos outros.

 

Onde vai acabar?

Vai acabar vivendo uma vida infernal.

 

 

Por outro lado,

aceitar a verdade

de que cada um é filho do Deus Criador, 

e irmão de todos os outros, tem um começo.

Começa com o Batismo.

 

 

Escolher ser batizado

é escolher um estilo de vida

de quem aceita ser filho do Deus

e vive como filho, obediente, íntimo, afetivo.

 

 

Batismo

é o rito de introdução

num estilo de vida, digamos, cristão.

 

 

O Cristianismo,

fundado pelo Jesus Cristo

é um caminho de mudanças

ou conversões contínuas,

de escolhas pelos valores da justiça,

do amor, do perdão, do serviço.

 

 

Entra-se neste caminho

dando o primeiro passo

na cerimônia do Batismo.

 

 

Crescendo,

vai amadurecendo a consciência

e a participação nesta sociedade,

nesta fraternidade,

já que, se todos somos filhos

do Deus Pai Criador,

todos somos irmãos.

 

 

 

Neste caminho evolutivo

seguimos os passos,

os exemplos

e os ensinamentos

do Jesus Cristo.

 

 

Este sim,

deu exemplo de obediência.

 

 

Cumpriu plenamente o projeto do seu Pai

ao enviá-lo ao mundo.

 

 

Foi Ele, o Jesus Cristo

que implantou o Projeto Redentor

na face da Terra, ressuscitando,

eliminando a morte

como última palavra, até então.

 

 

 

A partir da vida do Jesus Cristo

aqui na Terra,

aceitemos a realidade da Ressurreição

e nos aproximemos dos lugares

onde o Jesus Cristo está presente,

hoje, na forma de Pão,

de Palavra, como o Bom Pai,

o Bom Criador.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 08/05/2017


 

 

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