Existem pessoas
que se expõem de forma
diferente,
destoante, afinada ou
desafinada,
porém, procurando ajustes,
procurando harmonias e
encontram angústias,
e problemas mal resolvidos.
Profetas sofrem ao ver
incoerências,
infidelidades, traições e
superficialidades.
O poeta transforma sua vida
numa forma de agir
agitada, impaciente,
porém, serena.
Estes, saem de si
em direção
a algo
ou a alguém.
Não aceitam caminhos
mal feitos,
desconexos,
desligados da origem.
Lá na origem,
transparência,
inocência,
projetos
que deviam dar certo,
sempre.
A fonte é límpida,
transparente.
A origem é divina,
eterna.
Os fins e os meios,
estão todos
desequilibrados,
desconexos,
em desarmonia.
Poetas e profetas,
inconformados,
não aceitam,
que no caminho,
haja deformação, desvios,
mudanças de rota.
Percebem incoerências,
falsidades,
perda da originalidade,
e sofrem.
O profeta e o poeta
necessitam criar ou usar
linguagem
que seja como a sirene dos
bombeiros
ou exorbitantes como a buzina de
um navio.
O tipo de comunicação
usado atualmente,
não mais convence,
nem nas homilias,
nem nos discursos
de presidente.
Então, como alertar,
como chamar atenção
aos iceberg soltos
nas águas
do mar da vida?
Havemos de criar faróis,
no alto das montanhas
ou nas pequenas ilhas,
luz forte, para ver ao longe
o que os olhos não foram
treinados
para ver de perto.
Esculpir uma pedra
e transformá-la numa estátua
é relativamente fácil.
Ser esculpido dói,
mas embeleza,
enobrece, diviniza.
Uma pedra bruta
transforma-se,
nas mãos do escultor,
numa estátua perfeita,
mas imóvel e insensível.
O artista, o profeta e o poeta,
de uma personalidade bruta,
transforma-se
em criadores de belezas
e perfeições humanas,
principalmente
no trato com os semelhantes.
Uma obra de arte
não se repete,
ou pode até repetir-se,
mas já é uma cópia.
E você está em exposição,
sendo admirado(a).
Cada um de nós
é uma estátua viva, quente,
produzida,
por um grande
e famoso Escultor,
mundialmente famoso,
nosso Paizão do céu.
Numa primeira etapa,
nossa fachada interna
é o nosso Pai do céu
que dá as primeiras cinzeladas
com a intenção de revelar
um pouco de si mesmo,
como Criador.
Nosso Pai do céu
equipou-nos
com as ferramentas
que tornam possível
o contínuo aperfeiçoamento.
Cada um de nós tem uma missão:
viver a vida que temos,
esculpindo e aperfeiçoando
nossa própria personalidade,
dentro de um modelo já Revelado.
Tirando lascas,
arredondando as pontas
para que não fira
quem esteja próximo de nós.
Quando nos manifestamos,
estamos nos revelando.
A arte
se manifesta
quando agimos,
quando revelamos
que temos vida.
O artista, o profeta e o poeta,
com sua maneira de ser,
educam
aqueles que estão à sua volta.
Ensinam os outros
como se vive a vida.
Os profetas, poetas, artistas e
escultores,
despertam ideais;
perseguem soluções para os
problemas;
procuram suavizar as durezas da
vida;
colorir os dias e horas escuras;
despertam as sensibilidades
adormecidas;
impulsionam os desesperançados
na direção das fronteiras
onde se encontram com as
esperanças.
Talvez seja hora
de deixar o artista revelar-se
com mais profundidade.
Convém que aceitemos
ou rejeitemos
a afirmação
que sufocamos
o profeta, o poeta, o artista
e o escultor
que existe em nós.
Esta atitude
de aceitação
despertará
o ideal a ser perseguido.
É nosso dever
construir as soluções
e não ficar apenas lamentando
as deficiências e desequilíbrios
que enxergamos e que nos afetam.
Se já não vibramos mais
com a vida,
procuremos as razões
pelas quais ela vibra.
Unamos a razão e o coração,
a alma e o espírito,
a boa vontade
e os ideais necessários
para que o coração
volte a bater depressa,
e empurrando-nos
para as nobres
ações artisticas.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com
Atualizado em 02/09/2015
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