segunda-feira, 8 de maio de 2017

A maior tentação, como criatura, é querer ser deus, e fazer concorrência com o Deus Criador.14


 

Como entender a resistência que temos

quando ouvimos falar do Deus,

do Jesus Cristo,

da Igreja, do tema da fé?

 

 

Por que temos dificuldades em entender

e nos relacionarmos com a divindade?

 

 

Por que é difícil

acreditar no Deus?

 

 

Como pode,

a criatura,

não aceitar

o seu Criador?

 

 

Algumas explicações.

 

 

Somos experts sobre as coisas visíveis.

Somos cientistas.

Fazemos experiências concretas.

Provamos.

 

 

Somos ignorantes

sobre as realidades invisíveis.

Duvidamos.

Não sabemos como ativar

as forças da fé.

 

 

Sabemos que somos imagem e semelhança

com nosso Deus e Pai.

 

 

Imagem e semelhança, isto é,

somos imagem e quase semelhantes

ao nosso Criador.

 

 

Existem muitas semelhanças

entre Deus e nós.

Semelhanças sim,

mas não igualdade.

 

 

Fomos criados

com a capacidade de conhecimento

e de liberdade.

Aqui, somos semelhantes,

mas não iguais.

 

 

Fomos criados com a capacidade de amar.

Aqui também somos semelhantes,

quase iguais.

 

 

O fato de sermos imagem

e semelhança do Deus Criador,

pode nos levar a nos reconhecermos,

inconscientemente, como deus,

com letra minúscula.

 

 

Veja, raciocine e perceba

como nós nos comportamos

diante do Deus Criador, nosso Pai.

 

 

Somos criaturas,

criação do Deus Pai Criador.

 

 

Somos criaturas, independentes

desde que nossos pais

nos deixaram prontos

para seguir o caminho da vida.

 

 

Vivemos de forma independente.

 

 

Achamos que somos nós mesmos

os donos da nossa vida

e que vivemos do jeito

que achamos melhor para nós.

 

 

Nós achamos

que não precisamos do Deus.

 

 

Vivemos como se Ele não existisse.

 

 

Não nos empenhamos

em reconhecermo-nos como filhos

e por isso, nos comportamos

como filhos rebeldes, desobedientes.

 

 

Não procuramos Ele,

não nos empenhamos

em conhecer suas orientações,

seus mandamentos.

 

 

Se Ele é Pai, Criador,

tudo o que nos transmitiu e transmite

é para facilitar nosso viver com sabedoria,

com ternura filial.

 

 

Vejam como nos comportamos:

 

- não somos próximos

ao nosso Deus;

 

- não procuramos amar

o Deus Pai acima de todas as coisas;

 

- não seguimos os exemplos

do Filho Jesus Cristo

que se apresentou

como Caminho, Verdade e Vida;

 

- não acreditamos

na dimensão presente

e invisível do nosso Deus Pai Criador;

 

...

 

Percebam então, como é verdade, sim, 

que nos fazemos deus de nós mesmos,

escolhendo-nos como diretores

e executores da nossa própria vida,

independentes.

 

 

É aqui que entra a explicação

do porquê opomos resistências

e não nos entregamos a Ele:

 

 

- desconhecimento ou ignorância

da nossa própria origem divina;

 

 

- medo de perder nossa liberdade;

 

 

- imaturidade humana;

comportamento de adolescente.

 

 

- desobediência e recusa à submissão.

 

 

O padrão normal do comportamento da

maioria dos seres humanos, com relação ao

nosso Deus é nos comportarmos como filhos

rebeldes, desobedientes.

 

 

Preferimos viver

como órfãos e infelizes.

 

 

Preferimos o inferno ao céu.

 

 

Achamos que se nos submetermos a Ele,

viveremos como escravos e perderemos nossa

liberdade. Acabamos fazendo experiencias

infernais, de insatisfação, de insegurança,

de ausência, de distância afetiva.

 

 

E assim, perdemos a nossa originalidade,

nossa pureza,

a transparência,

a inocência,

o bom humor,

a alegria.

 

 

Veja como é sábia e elogiável

a atitude do nosso Criador,

dando-nos o dom da liberdade.

 

 

Mesmo correndo o risco de ser rejeitado,

 preferiu correr este risco,

mas dando-nos o dom da liberdade,

o dom da escolha, algo tão grande,

tão especial, atributo próprio Dele.

 

 

Sabendo que suas criaturas

poderiam rebelar-se,

não abriu mão

de dar-nos a capacidade de escolher,

livremente.

 

 

Mas há consequências.

 

 

Sabemos a história do Lúcifer,

um dos belos anjos

e um dos mais próximos auxiliares

do Deus Criador na obra da Criação.

 

 

Ele, Lúcifer,

percebendo tanto poder que tinha recebido,

 decidiu revoltar-se e quebrar a amizade,

rompendo sua obediência ao seu Criador,

escolhendo separar-se dele

e construir um Reino à parte.

 

 

Lúcifer foi o criador do inferno.

 

 

Inferno entenda-se como um reino

onde o Deus Criador não faz parte.

 

 

Não se dá espaço para Ele.

 

 

O Criador é desprezado, dispensado.

 

 

Perceba as consequências,

lá de trás,

na longa História da Humanidade.

 

 

Perceba também estas consequências

em sua própria vida.

 

 

Inferno, portanto, é ausência do Deus.

Não dar lugar para o Deus Criador

em sua vida.

 

 

O que é o ateísmo?

É a decisão pessoal

de não querer aceitar submeter-se

ao Deus Criador.

 

 

Escolher um estilo de vida infernal

é não querer empenhar-se

em descobrir ou pesquisar argumentos,

provas ou manifestações do Deus Criador.

 

 

Escolher um estilo de vida infernal

é não participar de fraternidades

ou comunidades

que querem viver

em clima de amizade

e submissão a Ele.

 

 

Escolher um estilo de vida infernal

é não aceitar nem querer viver

 como irmãos dos outros.

 

Onde vai acabar?

Vai acabar vivendo uma vida infernal.

 

 

Por outro lado,

aceitar a verdade

de que cada um é filho do Deus Criador, 

e irmão de todos os outros, tem um começo.

Começa com o Batismo.

 

 

Escolher ser batizado

é escolher um estilo de vida

de quem aceita ser filho do Deus

e vive como filho, obediente, íntimo, afetivo.

 

 

Batismo

é o rito de introdução

num estilo de vida, digamos, cristão.

 

 

O Cristianismo,

fundado pelo Jesus Cristo

é um caminho de mudanças

ou conversões contínuas,

de escolhas pelos valores da justiça,

do amor, do perdão, do serviço.

 

 

Entra-se neste caminho

dando o primeiro passo

na cerimônia do Batismo.

 

 

Crescendo,

vai amadurecendo a consciência

e a participação nesta sociedade,

nesta fraternidade,

já que, se todos somos filhos

do Deus Pai Criador,

todos somos irmãos.

 

 

 

Neste caminho evolutivo

seguimos os passos,

os exemplos

e os ensinamentos

do Jesus Cristo.

 

 

Este sim,

deu exemplo de obediência.

 

 

Cumpriu plenamente o projeto do seu Pai

ao enviá-lo ao mundo.

 

 

Foi Ele, o Jesus Cristo

que implantou o Projeto Redentor

na face da Terra, ressuscitando,

eliminando a morte

como última palavra, até então.

 

 

 

A partir da vida do Jesus Cristo

aqui na Terra,

aceitemos a realidade da Ressurreição

e nos aproximemos dos lugares

onde o Jesus Cristo está presente,

hoje, na forma de Pão,

de Palavra, como o Bom Pai,

o Bom Criador.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 08/05/2017


 

 

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