Como
entender a resistência que temos
quando
ouvimos falar do Deus,
do
Jesus Cristo,
da
Igreja, do tema da fé?
Por
que temos dificuldades em entender
e
nos relacionarmos com a divindade?
Por
que é difícil
acreditar
no Deus?
Como
pode,
a
criatura,
não
aceitar
o
seu Criador?
Algumas
explicações.
Somos
experts sobre as coisas visíveis.
Somos
cientistas.
Fazemos
experiências concretas.
Provamos.
Somos
ignorantes
sobre
as realidades invisíveis.
Duvidamos.
Não
sabemos como ativar
as
forças da fé.
Sabemos
que somos imagem e semelhança
com
nosso Deus e Pai.
Imagem
e semelhança, isto é,
somos
imagem e quase semelhantes
ao
nosso Criador.
Existem
muitas semelhanças
entre
Deus e nós.
Semelhanças
sim,
mas
não igualdade.
Fomos
criados
com
a capacidade de conhecimento
e de
liberdade.
Aqui,
somos semelhantes,
mas
não iguais.
Fomos
criados com a capacidade de amar.
Aqui
também somos semelhantes,
quase
iguais.
O
fato de sermos imagem
e
semelhança do Deus Criador,
pode
nos levar a nos reconhecermos,
inconscientemente,
como deus,
com
letra minúscula.
Veja,
raciocine e perceba
como
nós nos comportamos
diante
do Deus Criador, nosso Pai.
Somos
criaturas,
criação
do Deus Pai Criador.
Somos
criaturas, independentes
desde
que nossos pais
nos
deixaram prontos
para
seguir o caminho da vida.
Vivemos
de forma independente.
Achamos
que somos nós mesmos
os
donos da nossa vida
e
que vivemos do jeito
que
achamos melhor para nós.
Nós
achamos
que
não precisamos do Deus.
Vivemos
como se Ele não existisse.
Não
nos empenhamos
em
reconhecermo-nos como filhos
e
por isso, nos comportamos
como
filhos rebeldes, desobedientes.
Não
procuramos Ele,
não
nos empenhamos
em
conhecer suas orientações,
seus
mandamentos.
Se
Ele é Pai, Criador,
tudo
o que nos transmitiu e transmite
é para
facilitar nosso viver com sabedoria,
com
ternura filial.
Vejam
como nos comportamos:
-
não somos próximos
ao
nosso Deus;
-
não procuramos amar
o
Deus Pai acima de todas as coisas;
-
não seguimos os exemplos
do
Filho Jesus Cristo
que
se apresentou
como
Caminho, Verdade e Vida;
-
não acreditamos
na
dimensão presente
e
invisível do nosso Deus Pai Criador;
...
Percebam
então, como é verdade, sim,
que
nos fazemos deus de nós mesmos,
escolhendo-nos
como diretores
e executores
da nossa própria vida,
independentes.
É
aqui que entra a explicação
do
porquê opomos resistências
e
não nos entregamos a Ele:
-
desconhecimento ou ignorância
da
nossa própria origem divina;
-
medo de perder nossa liberdade;
-
imaturidade humana;
comportamento
de adolescente.
-
desobediência e recusa à submissão.
O
padrão normal do comportamento da
maioria
dos seres humanos, com relação ao
nosso
Deus é nos comportarmos como filhos
rebeldes,
desobedientes.
Preferimos
viver
como
órfãos e infelizes.
Preferimos
o inferno ao céu.
Achamos
que se nos submetermos a Ele,
viveremos
como escravos e perderemos nossa
liberdade.
Acabamos fazendo experiencias
infernais,
de insatisfação, de insegurança,
de
ausência, de distância afetiva.
E
assim, perdemos a nossa originalidade,
nossa
pureza,
a
transparência,
a
inocência,
o
bom humor,
a
alegria.
Veja
como é sábia e elogiável
a
atitude do nosso Criador,
dando-nos
o dom da liberdade.
Mesmo
correndo o risco de ser rejeitado,
preferiu correr este risco,
mas
dando-nos o dom da liberdade,
o
dom da escolha, algo tão grande,
tão
especial, atributo próprio Dele.
Sabendo
que suas criaturas
poderiam
rebelar-se,
não
abriu mão
de
dar-nos a capacidade de escolher,
livremente.
Mas
há consequências.
Sabemos
a história do Lúcifer,
um
dos belos anjos
e um
dos mais próximos auxiliares
do
Deus Criador na obra da Criação.
Ele,
Lúcifer,
percebendo
tanto poder que tinha recebido,
decidiu revoltar-se e quebrar a amizade,
rompendo
sua obediência ao seu Criador,
escolhendo
separar-se dele
e
construir um Reino à parte.
Lúcifer
foi o criador do inferno.
Inferno
entenda-se como um reino
onde
o Deus Criador não faz parte.
Não
se dá espaço para Ele.
O
Criador é desprezado, dispensado.
Perceba
as consequências,
lá
de trás,
na
longa História da Humanidade.
Perceba
também estas consequências
em
sua própria vida.
Inferno,
portanto, é ausência do Deus.
Não dar
lugar para o Deus Criador
em
sua vida.
O
que é o ateísmo?
É a
decisão pessoal
de
não querer aceitar submeter-se
ao
Deus Criador.
Escolher
um estilo de vida infernal
é
não querer empenhar-se
em
descobrir ou pesquisar argumentos,
provas
ou manifestações do Deus Criador.
Escolher
um estilo de vida infernal
é
não participar de fraternidades
ou
comunidades
que
querem viver
em
clima de amizade
e
submissão a Ele.
Escolher
um estilo de vida infernal
é
não aceitar nem querer viver
como irmãos dos outros.
Onde
vai acabar?
Vai
acabar vivendo uma vida infernal.
Por
outro lado,
aceitar
a verdade
de
que cada um é filho do Deus Criador,
e
irmão de todos os outros, tem um começo.
Começa
com o Batismo.
Escolher
ser batizado
é escolher
um estilo de vida
de
quem aceita ser filho do Deus
e
vive como filho, obediente, íntimo, afetivo.
Batismo
é o
rito de introdução
num
estilo de vida, digamos, cristão.
O
Cristianismo,
fundado
pelo Jesus Cristo
é um
caminho de mudanças
ou conversões
contínuas,
de
escolhas pelos valores da justiça,
do
amor, do perdão, do serviço.
Entra-se
neste caminho
dando
o primeiro passo
na
cerimônia do Batismo.
Crescendo,
vai
amadurecendo a consciência
e a
participação nesta sociedade,
nesta
fraternidade,
já
que, se todos somos filhos
do
Deus Pai Criador,
todos
somos irmãos.
Neste
caminho evolutivo
seguimos
os passos,
os
exemplos
e os
ensinamentos
do
Jesus Cristo.
Este
sim,
deu
exemplo de obediência.
Cumpriu
plenamente o projeto do seu Pai
ao
enviá-lo ao mundo.
Foi
Ele, o Jesus Cristo
que
implantou o Projeto Redentor
na
face da Terra, ressuscitando,
eliminando
a morte
como
última palavra, até então.
A
partir da vida do Jesus Cristo
aqui
na Terra,
aceitemos
a realidade da Ressurreição
e
nos aproximemos dos lugares
onde
o Jesus Cristo está presente,
hoje,
na forma de Pão,
de
Palavra, como o Bom Pai,
o
Bom Criador.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 08/05/2017
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