Hoje, o comunicador,
antes de comunicar:
Se prepara,
treina habilidades,
desenvolve e aperfeiçoa os talentos.
Atualiza-se,
usando os instrumentos mais avançados
e adaptados para alcançar eficiência e eficácia
na sua comunicação.
Consulta uma bibliografia vasta
sobre o assunto a comunicar.
Consulta os outros.
Define bem qual o conteúdo básico
da sua mensagem.
Procura tornar claras as ideias
a serem comunicadas.
Examina a finalidade de cada comunicação.
As pessoas não nasceram para serem lideradas,
mas para liderar.
Não existem para ser dirigidas,
mas para serem autônomas, independentes,
caminhando com a sua própria cabeça
e com suas próprias pernas.
Fica atento à neutralidade na exposição.
Examina os aspectos materiais
antes de comunicar:
Com que vai comunicar,
meios, equipamentos.
Examina os aspectos humanos
antes de comunicar:
Pergunta-se para quem vai
comunicar.
É do interesse do ouvinte?
Fale ou escreva o que interessa às pessoas.
Fale ou escreva o que é necessário e fundamental
para as pessoas.
Encarna o assunto a comunicar,
depois, comunica-se.
Comunicar não é dar significado às palavras,
é comungar com as pessoas interesses comuns,
valores permanentes.
Comunicação é intercâmbio.
Respeita hierarquias
sem fugir da linguagem simples,
sem sofisticação e com honestidade ética.
É a verdade que está em exposição.
O objetivo é esclarecer, iluminar,
trazer facilidade de compreensão às pessoas.
Durante a comunicação,
acompanha as reações do público,
se está agradando ou enjoando.
Comunicar-se é uma necessidade das pessoas.
O que ela aprende, ela passa para a frente,
para as outras pessoas.
A compreensão é mais importante que a intelecção.
Levar as pessoas a serem mais compreensivas
ajuda a melhorar o mundo.
Observe seu ego inconsciente em busca de status.
Não é você quem deve aparecer,
é o conteúdo que está sendo transmitido.
Interage com o público.
Pergunta o que você não entendeu?
Não se pergunta: “você entendeu?”
Não ache que só você é quem deve falar.
Dá oportunidade para os outros falarem.
Saber ouvir é um critério para ser bom comunicador.
Aproveite as oportunidades que o público cria
ao fazer-te perguntas.
Partindo de lá,
incorporando o que você tem de experiência
enriquece o encontro e a comunhão
entre o emissor e o receptor.
Saber como criar o clima propício para a serenidade.
Não há diálogo onde há tensões.
Incentive-se e incentive.
Criar o clima.
Ambientar.
Acolher, fazer o papel de recepcionista.
Seja bem-vindo(a). Sinta-se em casa ...
Fazer uma breve conscientização
de onde estamos.
O que viemos fazer aqui?
Qual a importância de estar aqui
e não em qualquer outro lugar?
Distinguir, diferenciar
e valorizar o ato em que participará,
com liberdade, com sede de melhorar.
Para que uma comunicação seja eficiente
convém que seja simples, clara,
objetiva, ordenada, racional, breve,
e principalmente, desperte os sentimentos do público, através da sua simpatia
e da empatia.
O que é que chama a atenção
e concentra a atenção do público?
– Histórias, historinhas e testemunhos de vida.
O que aconteceu na comunidade,
na semana que passou?
Muitas vezes sabemos muito bem
o que aconteceu no mundo, no Brasil, na cidade,
mas não sabemos o que aconteceu com o vizinho.
E não fizemos nada, nem visita.
Comunicação que não alcança e não desperta os sentimentos, rapidamente
cairá no esquecimento.
Não provocará mudanças, não gerará novos ideais;
será estéril.
Manter o foco,
Manter a atenção
nas poucas teses ou propostas
para serem absorvidas e encarnadas pelos ouvintes.
Percebe-se nas testas enrugadas do público atitudes de desconforto
quando ouve-se dos comunicadores,
frases como estas: Nós temos que ...
Devemos de ...
É preciso que...
Precisamos ...
Há muito discurso e poucos testemunhos.
Quantos dizem, mas não fazem.
O termo mais adequado,
conforme manuais de qualidade sugerem
é o uso do termo: “Convém que ...”.
Comunicação ou diálogo com poucas pessoas,
olhe nos olhos, demonstrando segurança emocional, equilíbrio e
maturidade.
Convém que você, leitor,
reavalie as suas comunicações,
a sua rotineira maneira de comunicar-se,
e revelar-se, através da sua fala, da sua escrita
e do seu testemunho de vida.
Quantos profissionais formaram-se há mais de vinte, trinta ou até
quarenta anos atrás e nunca mais se atualizaram, desconsiderando as mudanças
que ocorreram durante estes anos todos.
Senti a necessidade de escrever este texto porque faço parte de um grupo
de reflexão, onde nos encontramos semanalmente e entre outros assuntos
comentamos as homilias das missas nas quais cada um de nós participou.
Somos todos da mesma paróquia, mas participamos de missas em diversas
igrejas. Todos lamentam a falta de qualidade nas homilias. Raramente ouvimos
elogios dos comunicadores.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 12/05/2017
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