A leitura que fazemos hoje é
de mais uma crise em andamento.
Quem não percebe crises está mal informado ou alienado do mundo no qual está inserido.
Quem não percebe crises está mal informado ou alienado do mundo no qual está inserido.
A comunicação esta em crise. Está havendo dificuldades em entender e atuar o que ouvimos. Ouvimos ou escutamos demais, tanto que não conseguimos peneirar e ver o que deve ser posto em prática e o que é apenas poluição.
Nós, seres humanos, somos
bombardeados por todos os lados com imagens, palavras, propagandas.
Somos objeto. Nós só ouvimos.
Chega um momento que até temos
vontade de não falar para não ter que ouvir.
A avalanche de comunicação
está embotando, saturando o ser humano. Muita gente já não aguenta mais ouvir
noticiários, palestras e até homilias nas missas.
O ser humano não é apenas
cabeça, pensamento.
O ser humano é também coração,
sentimento.
O ser humano também possui uma
inteligência espiritual.
Não seja teimoso.
Não deixe o teu ego te enganar
mais uma vez.
Deixe o púlpito. Desça do
altar. Venha até aqui embaixo e ouça-me.
Os sermões dos padres, nas
homilias, a grande maioria das mensagens escritas e divulgadas através dos
meios de comunicação, hoje, são estéreis, infrutíferas, porque estão
direcionadas mais, muito mais para a cabeça das pessoas do que para o coração e
para a fé.
Existe uma inteligência a ser
alimentada. É a inteligência afetiva, do coração, do sentimento. Esta
inteligência não está sendo cultivada, nem pelos profissionais do Espírito.
No livro “A Grande
Transformação” do escritor Leonardo Boff, na página 146 e 147 há um diálogo
entre Carl Gustav Jung e um indígena da tribo Pueblo, no Novo México, EUA. Este
indígena achava que os brancos eram loucos. Carl Gustav Jung lhe perguntou por
que os brancos seriam loucos. Ao que o indígena respondeu: “São loucos porque
pensam com a cabeça”. “Mas é claro que pensam com a cabeça”, retrucou Jung. Isso
não é loucura. “Como vocês pensam”? E o indígena, surpreso, respondeu: “Nós
pensamos aqui”, e apontou para o coração.
Tem sim, mais campos de
conhecimento a ser explorado.
Tem sim, as emoções devem ser
envolvidas para que a assimilação seja interiorizada e transformada em vida
transformadora.
Toda mensagem ou homilia deve
ser planejada para provocar mudança de vida no ouvinte. Se não envolver
sentimentos e emoções, não haverá mudanças.
Isto não está acontecendo.
Lembro-me das aulas de catequese
que tive quando criança.Lembro-me mais das aulas onde o Catequista contava
histórias. Hoje não ouvimos mais histórias. Tudo parece com noticiário. Não há
criatividade nas homilias. Tudo parece notícia e comentários.
Se não envolver histórias e
testemunhos de vida, as mensagens e homilias continuarão a ser apenas palestras.
Quando termina, pergunta-se o que ficou? O que você guardou? – Nada, nada de
útil. Apenas avalanche de palavras durante quinze ou vinte minutos, às vezes,
até meia hora ou mais. Isto ninguém mais aguenta.
Sacerdotes, a homilia não é a parte principal da missa.
Sacerdotes, a homilia não deve ser mais extensa do que soma das outras partes da missa.
Sacerdotes e pregadores, percebam que o Personagem Principal, aquele que mais deve aparecer, o Centro, o Caminho, a Verdade, a Vida é o Jesus Cristo Eucarístico.
Sacerdotes, a homilia não é a parte principal da missa.
Sacerdotes, a homilia não deve ser mais extensa do que soma das outras partes da missa.
Sacerdotes e pregadores, percebam que o Personagem Principal, aquele que mais deve aparecer, o Centro, o Caminho, a Verdade, a Vida é o Jesus Cristo Eucarístico.
Faça esta leitura.
Os mensageiros, os
palestrantes estão acostumados a falar, a falar, e a não pedir para o ouvinte
dizer o que pensa sobre a sua fala.
Falta a coragem para perguntar e a humildade para escutar.
Falta perceber o que não
quer ver.
Ignorância na forma de fazer a leitura do
ambiente.
Falta de costume. Só sabe
falar. Não sabe ouvir. O ego não deixa.
Experimente dar a palavra ao
ouvinte, à ovelhinha ali do primeiro banco ... porque aquele lá do último banco
não prestou nenhuma atenção no que falavas.
Desculpe o meu atrevimento.
Minha intenção é mais
profética.
É a fala de quem está com sede
e não tenho onde matar minha sede. Minha inteligência espiritual está
atrofiada, dormindo.
Por favor, atenda nossa
necessidade, alimente nossa inteligência emocional e espiritual.
Não permita que a inteligência
racional seja a prioritária na tua fala.
Enxerte a inteligência
emocional e a espiritual nas tuas mensagens e homilias.
Aproveito a oportunidade e
sugiro que leias o livro do Leonardo Boff, A Grande Transformação, Editora
Vozes.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
23/12/2015.
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